domingo, 24 de janeiro de 2010

Última hora

Bom, resolvi postar um dos meus textos pessoais, considero quase um dia do meu "diário word" para meus contáveis leitores que nunca comentam e então eu não sei quem são vocês ou se gostam, he. Enfim, eu não costumo postar certos textos, mas hoje, agora, precisamente, eu sinto grande estímulo para postar este.



Sábado 23/01/2010
Apenas nada. Comigo só pensamentos e solidão. Estou rodeada de pessoas, mas nenhuma delas faz-me sentir completa como você. Leio o seu arquivo, e posso me sentir um pouco menos só, mas preferia estar escrevendo nosso segundo dia, ou melhor, preferiria estar fazendo ele, comigo ao seu lado, em qualquer lugar do mundo, mas somente nós dois. Eu não me sentiria tão só como agora. Você preencheria-me com todo o seu ser. Um anjo dentro do seu paraíso com olhos.


Entre a razão e a felicidade, eu prefiro a luta, mesmo que dura, por eu ser feliz. Por nós sermos.

sábado, 23 de janeiro de 2010

O tempo nada apaga

A plateia estava alucinada, eufórica. Era formada por apostadores milionários e suas acompanhantes de luxo. O ringue parecia ter luz própria naquela noite, ao invés de estar sendo iluminado.
Seria uma luta desonesta, porém, prazerosa. O título mundial seria disputado pela primeira vez entre um homem e uma mulher.
O juiz faz as respectivas apresentações, e a plateia vai ao delírio. Uma placa anuncia o início do primeiro round, porém as pernas de quem a carrega chamam mais atenção, uma loira deslumbrante, para os presentes homens.
Os lutadores se encaram. E após milésimos, se reconhecem. Não só pelo nomes, mas também pelo passado. A plateia clama o nome do favorito: Magno, o que o torna mais confiante.
Um primeiro soco, e ambos tentam planejar estratégias. Não conseguem. Lembranças, são transmitidas de seus subconscientes aos conscientes. As mesmas recordações tomam ambas as mentes, e não por coincidência. Assim os round's se passam, e no oitavo, com uma plateia decepcionada, Magno dá um passo a frente e estende a mão enluvada. Naquele exato momento, ele deixa de ser Magno, e passa a ser simplesmente Caio. Ela recorda, através deste ato, que ele sempre cedia primeiro, quando se tratava dela. Aos poucos, ela o puxa para si e fala em seu ouvido: "Eu senti sua falta nestes 10 anos."
A plateia vaia loucamente.

A vitória, a quem pertenceu? A amizade.



C.M. ♥

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Oi, he. :DD

www.enfimm.blogspot.com

Gente, tô divulgando. É de um amigo meu de Minas. Eles tão começando agora, então, vale a pena conferir novidade né? É isso galera, não vão se arrepender. Beijos e fica a dica aí. ;)

Confissões Parte 2

É, In the Zone, eu sei que deveria ter postado aqui no dia 1 de janeiro e ter comemorado 1 ano de sua existência e nossa parceria. Eu peço desculpas, pois só venho até você quando preciso, sabe que sou sincera, com você e comigo mesma. E agora, eu novamente preciso de você comigo. Quero escrever desejos pra 2010. Que através de você e das minhas palavras eu consiga refugiar-me aqui cada vez mais, que minhas palavras salvem meu rancor, minha solidão e minha frustração. Que minhas palavras me transformem em uma pessoa melhor. Que minhas palavras possam me refazer. Sim, eu quero me refazer, In the Zone. Quero me refazer com base nas palavras. Quero agarrar-me a elas, elas são minhas, e nada pode tirá-las de mim. Quero viver, uma vida nova. É isso que vou construir esse ano, minha nova vida. Com alicerce de palavras e paz.

Uma simples rotina

Ela sentia o vento forte e gélico ir contra seu delicado corpo. Ele sentia-se completo, e por instinto, teve vontade de abracá-la, mas não teria essa ousadia. O silêncio de ambos transmitia palavras. 1960. Abraços eram contratos.
O balão furta-cor ganhava cada vez mais altitude. Ela sentia mais frio, e ele mais desejo.
Assim foi regado este gostar.
1970. Barulho de talheres. Intensidade silenciosa.
Ela cojitava porquês, e ele pensava em uma solução. Palavras pesam quando ditas em determinados momentos, como o que antecedeu. O telefone toca, e ninguém atende.
1980. Fogos, cores e brilhos. Uma virada inesquecível. Um beijo, mãos dadas. 30 anos, de altos e baixos. De amor, que florescia a cada dia.
1990. "A maldita". O câncer. Lutar já era cansativo. E meses depois, alguém ganhou. A solidão o inundou.
2000. "A vida é bela". Seu último pensamento. Uma vida juntamente com o amor, e 10 anos sem ele. Iria reencontrá-lo, enfim. O céu é o limite, para alguns. Não para ele, e nem para mim.

Que seja eterno enquanto dure, uma vida ou 1 mês. No céu, no inferno, ou, talvez, na terra. Vocês decidem.





Para Lara Martins e Augusto Silva. Não levem à mal a parte da morte no final, tentem ler o sentimento, não a história. As entre-linhas são pra vocês.